Wednesday, February 25, 2009
Página 315:
"Parar", pensou. "Para repousar... para repousar verdadeiramente."
Ocorreu-lhe então que a compaixão residia na capacidade para parar, ainda que por apenas um momento. Não haveria compaixão onde não houvesse pausas...
Página 471:
"Na profundidade do inconsciente humano, existe uma necessidade penetrante de um universo lógico, que faça sentido. Mas o universo real está sempre um passo adiante da lógica."
- de Citações do Muad`Dib, escrito pela Princesa Irulan."
Página 489:
"- Dê tão poucas ordens quanto possível - dissera-lhe seu pai... uma vez... há tanto tempo. - Uma vez que dê ordens sobre um determinado assunto, terá de repeti-las sempre."
Página 496:
A espera."É a monotonia", pensou ela. "Podemos esperar por algum tempo; e então a monotonia e a fadiga da espera nos dominam."
Acabei de ler este, que é um dos maiores best sellers da ficção científica.
O autor é realmente um gênio e a história trás pinceladas de um olhar psicanalítico incrível. Foram exatamente essas partes que mais me chamaram atenção e por isso eu resolvi copiá-las neste post.
Seguem:
Página 166:
"Grandeza é uma experiência transitória. Nunca é consistente. Ela depende, em parte, da imaginação criadora de mitos da humanidade. A pessoa que experimenta a grandeza deve refletir a respeito do mito que encarna. Deve refletir sobre aquilo que nela se projeta. E deve possuir um forte senso do sarcástico. Isso é o que a separa da crença em sua própria pretensão. O sarcasmo é o que lhe permitirá mover-se dentro de si mesma. Se esta qualidade, até mesmo a grandeza ocasional será suficiente para destruir um homem.
- De Citações Reunidas do Muad`Dib, escrito pela Princesa Irulan."
Página 281:
"O Muad'Dib podia de fato ver o futuro, mas você deve compreender os limites de seu poder. Pense na visão. Você tem olhos mas não pode ver sem luz. Se estiver no fundo de um vale, não poderá enxergar além. Do mesmo modo o Muad`Dib nem sempre poderia escolher seu ponto de observação sobre o terreno misterioso. Ele nos conta que apenas uma decisão obscura a respeito de uma profecia, como por exemplo a escolha de uma palavra em detrimento de outra, poderia mudar inteiramente o aspecto do futuro. E nos adverte: "A visão de uma época é extensa, mas quando se passa através dela, o tempo se torna uma porta estreita."Ele sempre lutou contra a tentação de escolhero caminho mais claro e seguro, advertindo: "Esta trilha conduz sempre à estagnação."
- Do Despertar de Arrakis, escrito pela Princesa Irulan."
Wednesday, October 22, 2008
Saturday, October 04, 2008
Seguindo a minha idéia de fomentar, aos indivíduos leitores deste blog, a curiosidade por si mesmos, posto abaixo um dos mais lindos manifestos que eu já li! Aproveitem!
‘Nada vindo de fora penetrou em você; uma parte da atividade da sua própria mente foi tirada do seu conhecimento e do comando da sua vontade. Isso, também, é porque você está tão enfraquecido em sua defesa; você está utilizando uma parte da sua força para combater a outra parte e é impossível concentrar a totalidade da sua força como você o faria contra um inimigo externo. E nem mesmo é a parte pior ou menos importante das suas forças mentais que se tornou, desse modo, antagônica e independente de você. A culpa, sou forçado a dizer, está em você mesmo. Você superestimou sua força quando achou que podia tratar seus instintos sexuais da maneira que quisesse e ignorar absolutamente as intenções desses instintos. O resultado é que se rebelaram e assumiram suas próprias vias obscuras para escapar a essa supressão; estabeleceram seus direitos de uma forma que você não pode aprovar. O modo pelo qual conseguiram isso e os caminhos que tomaram não chegaram ao seu conhecimento. Tudo o que você sabe é a conseqüência do trabalho deles — o sintoma que você experimenta como sofrimento. Assim, você não o reconhece como um derivativo dos seus próprios instintos rejeitados e não sabe que é uma satisfação substitutiva para eles.
‘Todo o processo, no entanto, só se torna possível pela circunstância única de que você está equivocado também em um outro ponto importante. Sente-se seguro de que está informado de tudo o que se passa em sua mente, se tem qualquer importância, porque nesse caso, crê você, sua consciência dá-lhe notícia disso. E se você não tem informação de algo que ocorre em sua mente, presume, confiante, que tal coisa não existe. Na verdade, você chega a considerar o que é “mental” como idêntico ao que é “consciente” — isto é, aquilo que é conhecido por você —, apesar da mais óbvia evidência de que muito mais coisas devem acontecer em sua mente, do que aquelas que chegam à sua consciência. Vamos, deixe que lhe ensinem algo sobre esse problema! O que está em sua mente não coincide com aquilo de que você está consciente; o que acontece realmente e aquilo que você sabe, são duas coisas distintas. Normalmente, admito, a inteligência que alcança a sua consciência é suficiente para as suas necessidades; e você pode nutrir a ilusão de que fica sabendo de todas as coisas importantes. Em alguns casos, porém, como no de um conflito instintual como o que descrevi, a função da sua inteligência falha e sua vontade, então, não se estende para mais além do seu conhecimento. Em todo caso, contudo, a informação que alcança sua consciência é incompleta e muitas vezes não é de minha confiança. Com freqüência, também, acontece que você só obtém informação dos eventos quando eles acabaram e quando você nada mais pode fazer para modificá-los. Mesmo se você não está doente, quem poderá dizer tudo o que está agitando sua mente, coisas que você não sabe ou das quais tem falsas informações? Você se comporta como um governante absoluto, que se contenta com as informações fornecidas pelos seus altos funcionários e jamais se mistura com o povo para ouvir a sua voz. Volte seus olhos para dentro, contemple suas próprias profundezas, aprenda primeiro a conhecer-se! Então, compreenderá por que está destinado a ficar doente e, talvez, evite adoecer no futuro.’
By Sigmund Freud
Texto Uma Dificuldade no Caminho da Psicanálise (1917).
Sunday, August 31, 2008
Clique aqui para ver um vídeo muito interessante sobre a educação para a nova geração, que achei no You Tube.
Vale a pena.
Sunday, August 17, 2008
Clique aqui para ver um vídeo desse filósofo tão incrível.
Ele diz coisas que estão totalmente dentro do processo de evolução que estamos vivendo. Do momento da Terra. É a nossa preparação para 2012!
É um pouco longo, mas vale cada minuto assistido!
Quer saber mais sobre esse filósofo? Googla lá!
:-)
Monday, August 11, 2008
Venho acompanhando algumas revistas que trazem matérias sobre os novos planetas que estão sendo descobertos e sobre a questão da vida fora da Terra. E o que mais tenho visto é um excesso de egocentrismo, muito provavelmente, por parte das fontes científicas.
Uma das revistas que eu mais gosto é a Super Interessante. Acho uma revista literalmente interessante e leio todo mês.
Este mês, a matéria de capa é: "Não Estamos Sozinhos."
No que diz respeito às informações dos novos planetas: como são, onde estão, tentativas de comunicação humanóides e assim por diante, a matéria é bastante válida e agrega muita informação. Nos mostra um pouco mais sobre esse universo tão grande e pouco conhecido por nós.
Mas, quando entra na seara das vidas extraterrestres, a coisa cai no famoso egocentrismo humano-científico. O primeiro trecho da matéria que me assusta é:"...o telescópio Hubble detectou pela primeira vez a existência de água num planeta extra-solar... encontrou água e moléculas orgânicas em mais outro... Ambos são gigantes feitos de gás, como Júpiter - um tipo de planeta pouco amigável a SERES VIVOS. Mas se houver um planeta parecido com a Terra na região, aquilo que aconteceu aqui pode ter acontecido lá."
Após ler isto pensei: Como pode o ser humano se limitar numa idéia de que seres só são passíveis de vida em outros planetas se tiverem a mesma forma e mesma condição de vida dos SERES HUMANOS!?
O Ser Humano não pode ser a única forma de ser vivo existente no cosmos inteiro! E qualquer um que pense macro, chegará à conclusão que somos minimamente um grão de sal numa grande sopa universal.
A matéria continua defendendo que "procurar por um planeta com vida significa buscar um que tenha água líquida." Como se não existissem outros tipos de vida... diferentes de corpos que necessitam da água.
E para a minha surpresa, linhas abaixo, o próprio jornalista conclui: "Isso não é egocentrismo de cientista terráqueo, achando que a vida em outros planetas tem que ser igual à daqui. É respeito pelas leis da química, que valem para o Universo inteiro. Funciona assim: Para ter algo para chamar de vivo, precisamos de moléculas que se juntem para formar coisas complexas..." E assim o texto continua, dissertando pelas leis da química, as estruturas de um corpo humano.
A pergunta que não quer calar é: E quem foi que inventou a química? E esta química nasceu para estudar a estrutura de quem?
Sabe gente, enquanto o egocentrismo científico continuar ditando que a única forma de vida possível é a conhecida na Terra e não expandir a consciência e os estudos para a tentativa de entendimento de novas formas de vida, a ciência continuará chegando sempre no final da festa. E é claro... deixando de ser a atração principal!
Enfim... foi só um desabafo.
Wednesday, July 16, 2008
E aonde fica o nosso livre arbítrio?
Oi pessoal! Voltei a escrever e prometo tentar não parar mais! hehe!
Outro dia me peguei pensando no que aconteceria se eu estivesse escolhido outra faculdade para cursar. No quanto o meu caminho poderia ter sido diferente.
Eu sou publicitária e gosto muito do que faço. Mas também gosto muito de culinária. Então fiquei ali pensando no que poderia ter acontecido se eu tivesse feito gastronomia... Que trilhas eu teria percorrido até hoje? Será que eu seria uma chefe de cozinha de um restaurante bacana??
Enfim... e aí me dei conta de que eu SÓ podia ter trilhado o caminho que eu trilhei. Porque eu tinha que conhecer todas as pessoas que eu conheci e porque tudo estava e é tão encaixado que só poderia ter sido desenhado antes.
Juntei isso à máxima que tenho em minha vida de que: Nada é por acaso. Vivencio isso de verdade, cada vez mais. Tanto comigo quanto com as experiências de amigos, parentes, conhecidos, pessoas próximas...
E aí me veio a seguinte questão: Aonde fica o nosso livre arbítrio?
Somos nós que traçamos nosso plano de vida na Terra. Nós mesmos, antes de encarnar nesta vida. Logo, as questões mundanas começam a surgir e vem o livre arbítrio nas decisões.
Acontece que este tal livre arbítrio não é tão livre assim! É como um leque que contém algumas opções, mas que te levam para um mesmo fim. Independente se você acredita ou não em reencarnação, ao tomar determinada decisão ou caminho existe todo o seu contexto por trás. Tudo o que viveu para chegar até o ponto em que se encontra.
Sendo assim, obrigatoriamente o que era imaginado como um mundo de opções, torna-se um leque, que é definido em cima de critérios já estabelecidos e experiências vividas nesta vida (ou antes de cair aqui). Dentro do leque, você pode ter a opção de pegar o caminho mais longo ou o caminho mais curto, o mais sofrido ou o mais feliz... Mas algum deles você vai tomar!
A questão é: como saber se está pegando o melhor caminho desse leque? Bem, quanto mais próximo de sua essência se está, quanto mais equilibrado espiritualmente, maiores são as chances de pegar o melhor!
Por exemplo, o mapa astral. O mapa astral é como se fossem óculos para enxergar melhor as placas de direção deste caminho. Experimente fazer seu mapa astral uma vez por ano e entrar nas energias que ele indica. Você vai perceber que a cada ano que passa, as previsões tornam-se mais conscientes, de forma que você vai passando a vivenciar a sua essência em sua plenitude. Consequentemente viverá mais feliz e mais seguro de suas escolhas.
Existem outras "ferramentas" para enxergar estas "placas". Na verdade elas estão dentro de você. Como a maioria de nós não conseguimos encontrá-las sozinhos, precisamos de meios que nos façam chegar até elas.
O importante é não deixarmos de procurar uma ferramenta (ou mais). Caso contrário, nos alienamos em escolher apenas aqueles que são os piores e mais longos caminhos da vida.
E você? Já encontrou a sua?
Tuesday, September 25, 2007
Parabéns Ju.
O Porco e o Labrador
Meu avô sempre teve sítio no interior. E lá, ele tinha muitos amigos que também tinham sítios e criavam animais. Certa vez, perto do Natal, um amigo dele ganhou um leitão para assar na ceia. Como ainda faltava uma semana para a festa, ele criou o pequeno porquinho por alguns dias. Criou-se então um afeto gigantesco pelo animal e quando chegou à fatídica data, ele desistiu de sacrificar o bichinho. Começou então a tratá-lo como um cachorro. O porquinho tinha casinha, coleira, comia ração canina, tinha brinquedos, etc. Para o velho senhor, aquele leitão era como um pastor ou um labrador. Com o passar do tempo, ele percebeu que o animalzinho não cuidava da casa, não estava sempre ao seu lado, não tinha inteligência suficiente para buscar um jornal ou avisar alguma coisa, como era de se esperar de um bom cachorro. Mas continuava fazendo suas “porcadas” por toda a casa, grunhindo o dia inteiro e, sempre que possível, dava uma escapadinha para a lama. Então, o senhor percebeu que, por mais que amasse o leitãozinho e assim criasse toda expectativa de tê-lo como um animal de estimação, no caso um cachorro, ele nunca perderia sua natureza e o máximo que poderia ser é um ótimo leitão.
Por mais que gostemos de alguém, temos que saber que cada um tem sua natureza e seus limites, e isso ninguém ou nenhum dinheiro no mundo pode mudar. Nunca espere ou exija de uma pessoa nada além do que ela é capaz de ser. Seja a pessoa um porco, ou um labrador.
Sunday, September 02, 2007
"Estamos recebendo uma dádiva, a dádiva do auto-conhecimento. O caminho mais magnífico é o caminho do auto-conhecimento e as nossas vidas aqui na Terra, são uma oportunidade para que exploremos e aprendamos sobre nós mesmos, nossos pensamentos, crenças, desejos e ambições. Devido à ilusão do tempo, a Terra é o único lugar onde a nossa alma é capaz de experienciar este tipo de aprendizagem. Nos reinos não físicos não há adiamento entre o pensamento e a experiência e enquanto o tempo se acelera no plano da Terra e nos movemos para as dimensões mais elevadas, o lapso no tempo se torna menor e menor, e, portanto, os nossos pensamentos, crenças e idéias são instantaneamente manifestadas."
Li esse trecho num texto que fala sobre as energias que entraram na Terra com esse último eclipse de Agosto de 2007.
O fato é que ele cita o auto-conhecimento.
O momento em que vivemos nunca foi tão propício para que as pessoas encontrem seu amor interior, seu conhecimento mais profundo de si como SER vivente na Terra.
Não estou falando sobre auto-ajuda. Estou falando sobre AMOR em seu mais profundo sentido. Em seu sentido energético.
Como é bom estar em equilíbrio com nosso ser. Como é bom estar próximo de nossa essência. Enquanto estamos verdadeiramente nessa busca, o que está em volta vai se adaptando às novas energias. Vai se moldando. E quanto mais você mergulha nessa energia de entendimento profundo e amor, mais o cosmos te devolve em dobro essa energia. Mais as coisas acontecem para você de uma forma perfeita e milagrosa.
É uma via de mão dupla. É o dar e receber em sua mais profunda essência.
E que bom seria se todos já tivessem percebido isto. Se todos soubessem o quanto muda tudo não estar alienado de si. Como o mundo seria diferente.
Mas será. E cada dia que passa, mais e mais pessoas conseguem alcançar esta percepção. Dentro de seu próprio contexto, à sua própria maneira.
Ontem mesmo fui num show da cantora Olivia Byington. Se me pedissem para fazer uma crítica ao show e o resumisse em uma frase eu diria:
"É o show de alguém que encontrou sua própria essência."
É o show de alguém que é puro amor em si. Lindo. Simplesmente lindo.
Eu continuo enviando energias para o mundo para que esses encontros sejam cada vez mais frequentes.
Busquem análises de si, busquem tratamentos de energia, de contato com o cosmos, busquem seus próprios insights de vida, seu próprio coração... Tudo o que puderem para conseguir chegar lá.
Vamos celebrar a inteligência energética e não a ignorância mundana.
Boa sorte!
Wednesday, August 22, 2007
(+ Dicas de leituras bacanas)
A Semioticista e Psicanalista Lúcia Santaella em seus dois livros: "Cultura das Mídias" e "Culturas e Artes do pós-humano - da Cultura das Mídias à Cibercultura", divide a cultura em Eras.
Cada Era é marcada por uma transformação na forma de comunicação.
A primeira é a Era Oral - da fala. O ser humano descobria as palavras e a cultura era passada verbalmente de geração para geração. Seu conteúdo não foi 100% registrado no mundo, uma vez que a informação ia se perdendo com o passar das gerações.
A segunda é a Era Escrita - Deu-se início ao registro da informação. Surgiram os livros únicos.
Depois veio a Prensa. A Era da Prensa proporcionou a cópia e a disseminação em maior escala da informação. Livros passaram a ser copiados.
As próximas foram: Era das Mídias (rádio, cinema, Televisão) e a Cibercultura (com a Internet).
Na era das mídias, o Rádio chegou na frente e veio trazer a disseminação da informação oral da forma como ela se dá. Através da fala, do som.
Este é um histórico semiótimo no que diz respeito à linguagem sonora.
Hoje, com o contexto hipermidiático ao qual estamos vivendo e com a tecnologia bastante acessível a tudo e a todos, a linguagem sonora torna-se parte de um todo.
Cada vez mais a tendência é nos comunicarmos fomentando e inspirando os nossos 5 sentidos.
Podemos, sim, utililar fitas cassetes e CDs. Mas também podemos utilizar vídeos. Gravar aular ao vivo e transmití-las via web. Podemos criar podcasts ou videocasts e postar na rede.
Uma leitura que agrega teoricamente e ao mesmo tempo nos inspira com sua prática é o livro Texturas Sonoras, de Sérgio Bairon.
O livro apresenta dois momentos reflexivos. No primeiro explora as possíveis relações entre as experimentações sonoras de Murray Schafer, Pierre Schaeffer e John Cage, dentre outros, e a linguagem hipermidiática. No segundo apresenta a criação de texturas sonoras desenvolvidas para um de seus trabalhos de hipermídia: A casa filosófica.
Em ambos os momentos o autor investiga a relação entre arte e ciência, sobretudo por meio do diálogo com os processos de criação sonora presentes em produções hipermidiáticas. A ênfase é dada ao lugar que as expressividades hipermidiáticas (em sua dimensão sonora) podem ocupar no meio acadêmico, como uma legítima forma de reflexão conceitual, na mesma dimensão de maturidade já alcançada pelas manifestações verbais.
Texturas sonoras inclui um cd-áudio, em que o leitor conta com a participação de Arnaldo Antunes, Izidoro Blikstein, Lúcia Santaella e Olgária Matos, entre outros artistas e pesquisadores que participam tanto com suas concepções conceituais quanto com suas vozes.
Saturday, April 21, 2007
Ele resume a minha monografia de pós-graduação e também o mundo no qual estamos vivendo hoje. Vale a pena assistir:
http://www.youtube.com/watch?v=UI2m5knVrvg
Só um adendo antes da nova postagem, reiterando a postagem anterior...
A Isto É dessa semana que passou (dia 15), traz uma matéria espetacular sobre nada mais nada menos que: Vida Extraterrestre. Pois é... A França resolveu abrir seus arquivos ao mundo e afirmar todos os casos e estudos com seres de outros planetas. Afirmam inclusive que são mais evoluidos que nós. Alegam que acham irresponsabilidade com o mundo continuar a manter segredo sobre informações tão importante.
Bom... já era hora né? A ciência tarda mais não falha...
Friday, October 06, 2006
Acho engraçado esse atraso lógico dos seres humanos.
Já está mais que óbvio que existe vida no cosmos. Primeiro porque várias delas já apareceram aqui pela nossa Terra e outras tantas se comunicam com terráqueos.
O fato é que seria egocentrismo demais pro meu gosto achar que no cosmos inteiro só nosso planeta é habitado.
Bem, e os cientistas acabaram de descobrir que existem outros planetas no cosmos!!!! Outros planetas que não são da nossa galáxia! Isso é muito engraçado. Me sinto na época em que Galileu Galilei descobria que a Terra girava em torno do sol. É muito óbvio saber que existem outros planetas. Mas a ciência como sempre tem a necessidade de provar por a + b. E acho engraçado que enquanto eles estão tentando provar, MUITA gente já sabia disso. Então quando eles provam: "Ah, demorou, né?"
Outra coisa é como eles tratam a questão das outras vidas: "O planeta X ou planeta Y é muito próximo de sua estrela. Sua temperatura é 1000 °C." Logo, conclui-se que não há vida lá. Como se a vida só fosse possível como a conhecemos na Terra. Acho intrigante a limitação das pessoas em não pensar que podem existir vidas de diferentes formas.
Adoro a ciência em vários aspectos. Sou completamente a favor. Mas também acho que todo fanatismo é burro. Enfim... foi só um desabafo.
Wednesday, September 20, 2006
Posto aqui uma passagem de um texto que achei sensacional. É a definição de uma rave por um poeta/autor italiano. Achei interessante como forma inspiradora de explicar algo:
“Das ruínas de um bairro de Nápoles, ao calar das sombras, na antevéspera do metaverso solar, um grito de aço se levanta, evocando uma era que passou. Os cibernautas vão a galope, orgulhosos do milênio vencido. As catedrais do deserto industrial estão ocupadas durante uma noite por criaturas biodigitais e fenômenos psicoacústicos. Nas primeiras luzes do alvorecer a luz indiscreta revelará os semblantes desfigurados do presente futurável.”
L’urlo dell’acciaieria
Rave Party, 19 de julho de 1997.
Italsider - Bagnoli
Vocês podem encontrar essa passagem no livro do Massimo Canevacci: Culturas eXtremas.
Sunday, September 10, 2006
Um dia desses vi uma discussão sobre a forma de escrita dos jovens na internet. Pessoas loucamente indignadas, prevendo o fim do português formal, acabando com a internet... aquelas coisas. Então me lembrei de uma aula, que vi na minha pós, com a querida Lúcia Santaella: "O mundo é arredio às novas eras da comunicação. Têm medo do novo. E têm medo de que sua era em questão acabe" E eu concordo com ela, porque sempre foi assim. Sempre que uma nova forma de comunicação surge as pessoas metem o pau. E geralmente as pessoas que são mais tradicionais.
O fato é que acho toda essa discussão uma grande falta do que fazer, porque os meios sempre continuam. O livro foi o primeiro deles, não é mesmo? O primeiro grande meio de comunicação inventado. "Puxou o bonde", como dizem por aí. E está aí. O livro nunca vai acabar. Pode ser que no futuro ele comece a ser apresentado em uma outra forma física. Nunca se sabe. Mas o fato é que sempre vamos precisar ter o livro, o papel da prensa, o telefone, o rádio, a TV e a internet. A tecnologia serve para fomentar esses meios. Fazer com que eles evoluam. Mas ela não é uma vilã.
Portanto, acho que essa discussão sobre a escrita dos jovens no mundo virtual é apenas uma demonstração de medo dessa nova era midiática. O que está se criando é apenas uma nova linguagem. Essa é a verdadeira beleza dos tempos do agora: A multiplicidade das formas e o saber conviver com elas.
Wednesday, August 30, 2006
Pensando na propaganda tendo como base a semiótica, consegui fazer algumas associações.
Dentro da teoria Peirceana temos a Terceiridade, que representa a obviedade, a lei; a Secundidade, que representa a ação e reação; e a primeiridade, que representa o êxtase, um movimento que consegue chegar mais próximo do real (e leia-se aqui como o real Lacaniano, que representa a perfeição inatingível, o encontro factível do que faltava ao ser). As três fases acontecem sempre e em qualquer circunstância.
Estamos criando, principalmente no Brasil, uma publicidade recheada de pérolas da Terceiridade. É claro que as três acontecem, mas as duas primeiras são quase que imperceptíveis, tornando a terceira mandante de todo processo. Quem já não observou outras pessoas ou a si próprio folheando a revista ou mudando a TV de canal e o único efeito criado pela respectiva peça “criativa” foi: “Ah! Propaganda do Produto X.” “Ah! Essa é do produto Y”. Sem contar aqueles que nem se dão ao trabalho de parar para olhar, fazendo jus à expressão passando batido. É a festa da obviedade clichê e isso nós já cansamos de falar.
Precisamos parar para pensar em como sair disso. Como fazer algo que encante? Minha sugestão é sair na busca pela Primeiridade, pelo que extasia, o que choca. A arte tem a Primeiridade em si. Mas, de mil pessoas que entram para ver Degas ou Volpi, cem podem chegar a essa sensação. Cem são impactados pelos seus sentimentos. No caso da propaganda feita hoje esse número se reduz a, talvez, uma pessoa.
E esta é a questão-chave! A de que são os sentimentos que levamos dentro de cada um de nós, que podem vir a ser resgatados com êxito por uma série de fatores intrínsecos ao ser, como sua história, por exemplo, que nos levam à identificação com determinada arte ou com determinada propaganda.
Este é o grande salto (e aqui me refiro ao salto de sapato mesmo) no qual o Brasil se encontra hoje e muitos criativos também. Achar que aquela idéia maravilhosa (dentro de sua rede de referências) que acordou pairando em sua cabeça vai agradar a um número X de seres de espécie “homogênea”.
Isto reflete o grande paradoxo da publicidade das massas. Vejo que o paradigma tendencioso é a publicidade tornar-se cada vez menos massificada. Paradigma porque já estamos carecas de saber disso e tendencioso é que por mais que seja um paradigma, a forma prática desta questão continua a ser uma tendência. O máximo que uma propaganda consegue chegar hoje é na Secundidade de Peirce: provocar uma reação no consumidor. Mas onde está a Primeiridade? Como alcançar isso?
Já parou para pensar nos formulários de cadastro? Antes a gente preenchia com o endereço, RG, telefone, cidade, estado civil, escolaridade e pronto! Bastava para conhecer o ser humano. Hoje não! Pedem até a cor da sua roupa íntima. Sem falar naqueles questionários imensos de interesses pessoais. Parece que a necessidade de conhecer esse consumidor em seus mínimos detalhes é cada vez maior.
E com a evolução da tecnologia individualizando a informação cada vez mais depressa, a tendência é que, no futuro, tenhamos uma publicidade mais próxima da Primeiridade. Não estou falando em Marketing Direto. Isso significa não mais fazer a propaganda para um público de classe A+, mulheres antenadas, estilo patricinhas, que freqüentam a Daslu. Significa fazer a propaganda para a Joana da Silva, 27 anos, profissão tal, estilo de vida tal, gostos tais, desejos tais, expectativas de vida tais. Então, quando a Joana receber um filme de 30 segundos no seu celular integrado à TV digital... “Ah! Que ótimo! Eu queria mesmo mudar de xampu e esse tem tudo a ver comigo.” Este sim vai fazê-la pensar em mudar de xampu. Esse sim, irá falar com ela. Parece loucura, não é? Mas, um dia, a segmentação de público-alvo também pareceu.
Como uma agência iria funcionar assim? Essa é uma das perguntas que me faço. Talvez não seja mais uma agência. Talvez isso aumente o mercado da nossa área. Ou, talvez ainda não existam mais criativos e planejadores, mas Criativos Planejadores, Planejadores Criativos ou simplesmente Criadores. Só o futuro nos dirá. Mas, se realmente decidirmos descer do salto, que seja bem-vinda a queda dos muros da obviedade!
Meu nome é Thaysa.
Sou formada em publicidade e trabalho com planejamento estratégico.
Sou semiótica, aspirante à psicanalista, tenho um segundo currículo de trabalhos com energias, curso de mitologia e outras cositas màs.
Fiz esse blog para poder postar na rede todos meus pensamentos e idéias. E por ter esse perfil gemininano, não terá um assunto específico, e sim o que der na minha telha maluca.
Sentem-se e sintam-se à vontade!